quarta-feira, 11 de abril de 2007

Governo peruano rejeita limitação de visitas a Machu Picchu

Instituto Nacional de Cultura do Peru quer diminuir o número de visitantes à cidadela inca para evitar o afundamento ou deslizamento do local

LIMA - O presidente peruano, Alan García, rejeitou nesta sexta-feira, 30, os estudos que recomendam limitar o número de visitantes no santuário arqueológico de Machu Picchu, situado em Cuzco, antiga capital do império inca. "De onde saem esses relatórios, esses boatos?", perguntou o líder social-democrata.
García disse também que "ninguém pensa em limitar o acesso à Catedral de Notre Dame", visitada por 40 milhões de pessoas ao ano, na França. "Eu diria que há uma atitude um pouco alarmista, catastrofista. Peço aos amigos do Instituto Nacional de Cultura (INC) um pouco mais de otimismo e um pensamento moderno", afirmou.
Além disso, García criticou a idéia de aumentar a tarifa de ingresso em Machu Picchu para limitar a entrada a 1.500 pessoas, evitando assim o afundamento ou deslizamento da cidadela.
"Dizem que é preciso subir o custo de ir a Machu Picchu para US$ 100 por pessoa. Assim ninguém vai lá. Com essa decisão só conseguiremos asfixiar as coisas", opinou.
"Com isso de repente os turistas podem resolver não ir mais a Machu Picchu. E quem sai perdendo?", comentou García durante um ato público com empresários em Lima.
Atualmente, o santuário inca, que ocupa uma extensão de 50 mil hectares, recebe 2 mil visitantes por dia.
Numa entrevista à agência de notícias Efe, a gerente geral do Escritório de Promoção do Peru (Promperú), subordinado ao Ministério do Turismo, Mara Seminario, tinha afirmado que tentaria reduzir o número de visitantes, que causam um desgaste no solo de Machu Picchu.
Além disso a cidadela inca, encravada na rota que une a selva onde nasce o rio Amazonas e as montanhas que formam os Andes peruanos, sofre do risco latente dos "huaycos", ou enchentes, na língua dos incas, quíchua. Machu Picchu é a principal atração turística do Peru.

Fonte: Estadão

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