sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Cuzco - Um Tesouro Andino

Dias atrás estive na cidade de Cuzco (ou Cusco, ou ainda Qosqo, numa grafia local) por mais uma vez. Já estou perdendo a conta de quantas vezes viajei prá lá. Na verdade, cada visita minha à cidade parece ser a primeira. Há sempre o que visitar, conhecer e descobrir, mesmo depois de anos de pesquisa.
Essa viagem, de certa forma, foi especial. Aliás, foi isso que me motivou a redigir essas breves linhas (como vocês devem ter percebido, ultimamente não ando tendo tempo para me dedicar ao Blog do Projeto INTI).

O motivo principal desta viagem ter sido diferente foi pelo fato de eu ter viajado sozinho. Jamais havia feito isso. Sempre viajei para aquelas regiões com amigos e grupos de turistas. Mas dessa vez, devido a diversos fatores, viajei desacompanhado. E isso me proporcionou alguns momentos inesquecíveis, que passo a narrá-los agora:

1- Um final de tarde fria sentado sozinho num banco qualquer da Plaza de Armas é inesquecível, e proporciona um prazer imenso. Fiz isso pela primeira vez na vida! Ficar naquele lugar observando o deslocar das pessoas, imaginando o que ali ocorreu há centenas de anos durante as grandes batalhas entre Incas e Espanhóis, e acompanhando a marcha lenta das sombras nas montanhas ao horizonte, é algo que nos traz uma sensação maravilhosa... Quem nunca fez isso, ao viajar prá lá, não perca a oportunidade!

2- Pernoitar no povoado de Ollantaytambo, numa casinha simples e rústica de uma família tradicional (onde todos falam apenas o Quechua, antiga língua dos Incas), vivendo exatamente como os antigos moradores viviam, é algo extremamente gratificante. Aproveito para registrar aqui meu agradecimento ao Sr. Ernesto Ramirez, que me convidou a conhecer sua família, e me hospedou de forma tão gentil.


3- Jantar sozinho em alguns restaurantes da cidade também tem seu lado bom e é algo bastante interessante (juro!). Além das belíssimas pizzas (!), dá tempo de redigir bastante detalhadamente o decorrer do dia no diário.

4- Em Sacsayhuamán, em meio às dezenas de turistas estrangeiros, deitar naquele gramado por horas a fio, fez-me quase sentir os tremores das batalhas que culminaram na derrocada do Império.

Enfim... uma viagem inesquecível! Aos que forem prá lá um dia, lembrem-se de pelo menos um desses meus momentos.

Não poderia terminar essas linhas, sem antes cumprimentar a todos os amigos e amigas, desejando-lhes um FELIZ NATAL, cheio de alegrias e realizações!

Pelo menos prá nós do Projeto INTI, 2008 já começará repleto de desafios. Estaremos buscando novos patrocinadores e apoiadores para mais uma etapa dos trabalhos do INTI. Dessa vez, estudaremos a agricultura de Chinchero e sua relação com a Astronomia Inca.

Isso sem falar da expedição que estamos planejando...

Fiquem ligados!
Um abraço!

Carlos H. A. Andrade
Projeto INTI-BRASIL

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

AVISO

Amigos,
O Blog do Projeto INTI está necessitando de colaboradores. Atualmente são apenas 3 pessoas que, esporadicamente, postam notícias em nosso Blog. Gostaríamos de postá-las semanalmente (acalentamos o sonho de postagens diárias), mas para isso, necessitamos de voluntários.

Sendo assim, você que se interessa por Ciência, Turismo Andino, Arqueoastronomia, expedições à Terra dos Incas, ou mesmo possui certo fascínio pela lendária Machu Picchu, e queira nos ajudar com redação de textos, pesquisas na web, edição de imagens, traduções, etc., seja muito bem-vindo(a)!

Solicitamos aos interessados que entrem em contato conosco pelo mail
oma@vivax.com.br e façam parte do Projeto INTI!

Desde já agradecemos sua valiosa colaboração.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

COMUNICADO IMPORTANTE ÀS AGÊNCIAS DE TURISMO

Estaremos fechando acordos com Agências e Operadoras de Turismo para expedições à Bolívia e Perú durante o ano de 2008. Como em ocasiões anteriores, serão formados grupos de 14 à 20 participantes, de todo o Brasil, para viagens ao fascinante mundo andino em datas a serem definidas.

Como temos que estabelecer prazos, datas, mídias de divulgação, custos e roteiros, solicitamos à empresas interessadas em participar do Projeto INTI - Expedições que entrem em contato conosco a partir do dia 22/11 para formalizarmos a parceria.

Será muito bom tê-lo conosco!

Projeto INTI-BRASIL

terça-feira, 16 de outubro de 2007

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Expedição Projeto INTI 2007 foi um sucesso!

De volta ao lar...
Retornamos na última 6ª feira de nossa viagem às terras andinas... A expedição, na qual participaram 17 pessoas de várias partes do Brasil, foi um sucesso... com gostinho de quero mais!

Vou aqui tecer apenas alguns comentários sobre os dias em que passamos nos divertindo, descobrindo, aprendendo e conhecendo o fantástico mundo andino...

Iniciamos nossa viagem por La Paz, passando posteriormente por Tiwanaku e o belíssimo Lago Titicaca com as ilhas Uros... O grupo se encantou com as construções do Templo de Kalasasaya e suas relações com os astros... Nossa colega Wilma Martinez, de Curitiba/PR, uma das participantes, declamou um poema belíssimo, de sua autoria, debaixo do Portal do Sol (obra esculpida em um único bloco de pedra em Tiwanaku)...

À noite, a observação do céu através de telescópios no escuro subúrbio de La Paz (mais de 4.000 metros de altitude), deixou todos extasiados com a quantidade de astros...

De La Paz seguimos em vôo da Lan Peru para a cidade de Cuzco... Foi amor à primeira vista para todo o grupo... As mulheres, que juntas somavam 11, logo na primeira tarde, já saíram para visitar as lojinhas da cidade, enquanto que nós, homens, ficamos no hotel dormindo e nos aclimatando para os dias seguintes...
O jantar da primeira noite em Cuzco foi inesquecível! Que o diga nosso amigo Paulo Gattaz, que praticamente acabou com o estoque de Cuzqueña (a cerveja local) do restaurante.... ah, ah, ah... A pizza servida no restaurante Chez Maggy, uma verdadeira taberna em Cuzco, é realmente delicosa!
No dia seguinte fomos caminhando conhecer o Parque Arqueológico de Sacsayhuamán, que compreende os sítios de Sacsayhuamán, Qenqo, PucaPucara e Tambomachay, distante 8 km do centro da cidade... O passeio durou praticamente o dia todo, mas valeu a pena... No caminho, íamos visitando os moradores do percurso... Uma verdadeira aula de cultura para nosso grupo...
No 3º dia em Cuzco, fomos conhecer o Vale Sagrado dos Incas... Esse dia foi planejado com bastante antecedência, pois nele iria ocorrer o Equinócio da Primavera... Foi sensacional acompanhar o jogo de luz e sombra produzido pelo Sol durante todo o dia... Passamos pelo povoado de Pisac, almoçamos em Urubamba (macarronada delicosa!!!) e nos dirigimos à cidadela de Ollantaytambo... a menina dos olhos para nós, pesquisadores do Projeto INTI... Sem dúvida nenhuma, a partir desse dia cada um dos participantes jamais esquecerá a verdadeira aula de Astronomia que recebemos à céu aberto, com o Sol se pondo por entre as montanhas e diversos fenômenos de luz acontecendo por toda a cidade... Pergunte a qualquer um dos participantes o que é Solstício e/ou Equinócio e eles certamente saberão!
No final da tarde, já escurecendo, visitamos ainda Chinchero... um local dedicado exclusivamente à agricultura. Alí, o resultado das observações astronômicas era posto à prova. Se elas estivessem corretas, a safra seria proveitosa...
No 4º dia, o início da longa caminhada à Machu Picchu... Fizemos o percurso em 4 dias e 3 noites... 2 cursos foram realizados... muitas fotografias batidas... muito choro e alpauso na chegada à Intipunku, a porta que dá acesso ao esplendor de Machu Picchu...

Deixo a palavra final para algum participante narrar a aventura de conhecer Machu Picchu, e caminhar na Trilha Inca... Eu, que já passei por essa experiência 12 vezes, talvez me esqueça de algum detalhe...

Resumindo... a expedição foi um sucesso! Muitos já confirmaram presença na viagem do ano que vem, que deverá ocorrer em Março ou Setembro...

Até lá, vamos resgatando as lembranças dos momentos em que passamos juntos no maravilhoso mundo andino! Em breve algumas fotos serão postadas aqui... Fiquem atentos!

Um forte abraço à todos!

Pedro Ramón Marquez
Projeto INTI - BRASIL

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Dica para o viajante - 008

Não sei ao certo se já foi postado aqui essa dica, mas pela importância dela, caso já tenha sido, uso o espaço do Blog para registrá-la novamente.

Estando em Cuzco, não deixe de passar ao menos uma noite no vilarejo de Ollantaytambo e desvendar seus segredos, se possível com a ajuda de um estudioso do local. Você irá se surpreender com esse lugar! Anote isso!

Carlos H. A. Andrade
Projeto INTI

domingo, 9 de setembro de 2007

Expedição Projeto INTI 2007

Tudo pronto para a Expedição Projeto INTI 2007, dessa vez com 13 participantes de várias partes do Brasil!

A viagem, que começa semana que vem, seguirá o roteiro:
- La Paz (Monte Chacaltaya, Tiahuanaco, Lago Titicaca)
- Cuzco (Koricancha, Sacsayhuamán, Qenqo, Puca-Pucara e Tambomachay)
- Vale Sagrado (Pisac, Urubamba, Ollantaytambo)
- Chinchero
- Caminho Inca (52 km)
- Machu Picchu, Águas Calientes

Dois cursos serão oferecidos aos participantes durante a viagem:
Astronomia para principiantes (com observações através de telescópios do maravilhoso céu da Cordilheira), e
Geografia Andina (com visita exclusiva e inédita à alguns recém-descobertos sítios arqueológicos).

Temos já reservada também uma noite de observação astronômica no Observatório Mira Peru, nos arredores da cidade de Cuzco.

A Expedição tem tudo para ser um sucesso! Ano que vem tem mais! Aguardem novidades!

Na imagem acima, Carlos H. A. Andrade e os "Ferraristas" Fernando e Rodrigo B. Frizzarin, em recente viagem à Cuzco. Fotografia obtida minutos antes do início da caminhada de 52 Km à Machu Picchu.


sexta-feira, 31 de agosto de 2007

OFF-TOPIC: Campanha da WWF contra o aquecimento global

O pouco tempo dos últimos dias não me impossibilitou de postar aqui em nosso Blog essa belíssima imagem da campanha da WWF contra o aquecimento global. Espero que gostem!

Carlos H. A. Andrade
Projeto INTI - BRASIL

quarta-feira, 25 de julho de 2007

"Expedição/2007 Projeto INTI"

Confirmados 14 participantes na
"Expedição/2007 Projeto INTI".


Até o momento, temos 14 participantes confirmados em nossa próxima viagem à Bolívia e Perú, que ocorrerá na segunda quizena de Setembro próximo. Na ocasião, 2 cursos serão ministrados à céu aberto:

- Astronomia para principiantes (a ser realizado durante os 4 dias de caminhada pela trilha Inca à Machu Picchu, incluindo observações - através de 2 potentes telescópios - do maravilhoso céu dos Incas);

- Geografia Andina (visita monitorada à importantes sítios na região de Cuzco, medições de terreno e determinação de posições terrestres).

O roteiro da expedição (totalizando 13 dias) tem início em La Paz, na Bolívia, passando por Tiwanaku, Lago Titicaca, Cuzco e arredores, Vale Sagrado dos Incas, Ollantaytambo, Trilha Inca e Machu Picchu.

Ainda 6 vagas disponíveis.
Viaje conosco!
Próxima saída prevista para Março/2008

Machu Picchu na revista Viaje Mais

Na edição deste mês de Viaje Mais, uma boa matéria sobre roteiros no Peru, incluindo (é lógico) a lendária Machu Picchu. As imagens da publicação compensam alguns erros do texto. Recomendamos.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Minha contribuição ao Blog...

Segue uma foto minha feita no templo de Kalasasaya, em Tiwanaku/Bolívia, no último dia 21/Junho, quando finalmente realizei o sonho de conhecer a Bolívia e o Peru. Realmente é incrível o conhecimento astronômico dos povos que edificaram essa maravilha. Casa uma de suas construções tem uma profunda ligação com os astros!


Um abraço à todos.
Flávio Gomes Zanchetta
São Paulo/SP

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Estamos de luto...

Prestamos aqui nossa homenagem às vitimas do trágico acidente da TAM, o pior desastre aéreo do Brasil. Nossos sentimentos às famílias e amigos das vítimas. Que isso chame a atenção para a difícil situação da aviação brasileira, e que o governo tome medidas sérias a partir de agora (e não viva apenas de declarações infelizes, tal como nossa Ministra do Turismo o fez algumas semanas atrás).

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Frio em Cuzco!

Aos amigos que viajam à Cuzco nas próximas semanas, UM AVISO: se forem fazer a caminhada até Machu Picchu, seja ela de qualquer duração, se preparem para um frio de -12 C° durante a noite.
Conversando com um amigo cusquenho hoje pela manhã, fiquei sabendo que na madrugada do último Sábado, a temperatura chegou à -14 Cº (!) no sítio de Phuyupatamarka, no Caminho Inca à Machu Picchu.
A onda de frio que toma conta do Peru já matou 67 pessoas nos últimos três meses, muitas delas na região de Cuzco.
A cidade de Ayacucho declarou, inclusive, estado de emergência devido ao frio intenso.
No vilarejo de Mazocruz, próximo à fronteira com a Bolívia, a temperatura já chegou a -20º C (!) neste Inverno.

Portanto, cuidem-se!

Carlos H. A. Andrade
Projeto INTI- BRASIL

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Poste uma foto sua no Blog do Projeto INTI

Se você viajou recentemente à Bolívia ou Peru,
poste no Blog do Projeto INTI alguma foto sua!

Basta enviá-la (no tamanho máximo de 800x600x32)
para o e-mail oma@vivax.com.br.
Se quiser, conte-nos também algo sobre a viagem...

Afinal, o Blog é nosso! Aproveitem!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Machu Picchu é uma das "Novas 7 Maravilhas do Mundo"!


A cidade de Machu Picchu, nos Andes peruanos, é uma das Novas 7 Maravilhas do Mundo. O anúncio foi feito neste sábado, 7, em Lisboa, pelos organizadores da campanha New7Wonders para mais de 40 mil pessoas.

Eu mesmo, por diversas vezes, quando de minhas recentes viagens à Cuzco, votei em Machu Picchu. Por todo o Peru foram montados "stands" onde era possível realizar a escolha. O título, mais que merecido, veio em boa hora: é crescente o número de turistas que para lá se dirigem, seja na busca de respostas pessoais ou apenas conhecimento de uma nova cultura.

Nós do Projeto INTI, mesmo acreditando que Machu Picchu nem é tão "cidade sagrada dos Incas" como é sobejamento divulgado, e mesmo sabendo que existem inúmeros sítios mais importantes no interior do Perú, também ficamos felizes com a escolha. Pelo menos, nesse caso, não há envolvimento de imagens religiosas, como acontece com nosso "Cristo Redentor" (que por sinal, é o único finalista que apela, direta ou indiretamente - e mesmo não sendo proposital, para o público cristão).

À todos os peruanos, à todos os ancestrais e descendentes das culturas Incas, fica aqui registrado nosso PARABÉNS! Os Filhos do Sol já podem comemorar!

Carlos H. A. Andrade
Projeto INTI- Coordenador BRASIL

segunda-feira, 2 de julho de 2007

VIAJE CONOSCO!

É o convite que fazemos à você!

Uma expedição cultural e científica!
Descubra a Terra do Incas de um modo completamente diferente. Você vai se surpreender ainda mais com as civilizações andinas...

Grupos de até 20 pessoas, com acompanhamento de um pesquisador do Projeto INTI.
Próximas saídas (previsão): Março/2008 e Setembro/2008

Esteja antenado!
Maiores informações em breve!

Wayna Picchu, desde Machu Picchu

Belíssima fotografia de Wayna Picchu, tirada ainda pela manhã (quando Machu Picchu encontrava-se ainda vazia) pelo nosso amigo Daniel G. Silvestrini, de Curitiba/PR, em recente viagem ao Peru e Bolívia.

sábado, 30 de junho de 2007

Dica para o viajante - 007

Estando em Cuzco, não deixe de agendar uma visita ao Observatorio Astronómico Mira Peru, distante apenas 1 km da Plaza de Armas. Qualquer guia local pode indicar a melhor forma de se chegar até lá. Sugerimos, como sempre, o Prof. Alfredo Hinojosa Galvez, especialista no turismo andino da região.
Havendo possibilidade, faça a visita à noite, para poder observar o magnífico céu cusquenho através de potentes telescópios. O céu austral (do Sul) é extremamente rico em objetos galácticos e extragalácticos, e o bate papo com simpáticos astrônomos podem tornar a visita ainda mais interessante e proveitosa.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Você sabia... - 005

... que os Incas tinham especial interesse na constelação do Cruzeiro do Sul?

Prova disso são as inúmeras construções distribuídas em todo o império que se referem à essa constelação austral. Um exemplo evidente dessas construções é o famoso "relógio de Sol" em Machu Picchu, quase desconhecido pelos turistas, mas que pode ser observado próximo à pedra de Intihuatana (esta, ao contrário do que se afirma, não desempenhava também a função de relógio solar), no ponto mais alto da cidadela inca, esculpido no formato de uma cruz em um único bloco rochoso.

Tal interesse não era por acaso. Basta conhecer um pouco de Astronomia de Posição para saber que através da constelação do Cruzeiro podemos nos deslocar por todo o hemisfério Sul com relativa precisão. E, como não poderia deixar de ser, na época das grandes navegações (apesar de não serem citados em livros de História - um erro - os antigos Incas eram exímios navegadores), o conhecimento astronômico se tornou ainda mais importante.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Projeto INTI na imprensa - 001

Amostra de recente matéria veiculada no Jornal "O Liberal", da cidade de Americana/SP, a respeito do Projeto INTI.




segunda-feira, 28 de maio de 2007

O VALE SAGRADO DOS INCAS

por Carlos H. A. Andrade e Fernando e Edgar Salazar

À curta distância da cidade de Cuzco se encontra um dos vales de maior riqueza paisagística e cultural do Peru. Foi formado há milhares de anos pelas correntezas do rio Vilcanota, o mesmo que no passado era chamado de Willkañuta (casa do Sol) ou Willcamayu (rio sagrado).
A área, denominada Vale Sagrado dos Incas, se prolonga por mais de 100 quilômetros (sendo seus extremos as cidades de Pisac e Machu Picchu), e possui numerosos povos (entre eles Ollantaytambo) e impressionantes centros administrativos que testemunham sua milenar ocupação. Se encontra à uma altura média de 2800 metros sobre o nível do mar, e apresenta condições excepcionais, tais como um clima benéfico (18º C de temperatura média anual), rica flora e fauna, terra fértil e inumeráveis riachos que, nascendo das cordilheiras nevadas que o rodeiam, se precipitam em cachoeiras por entre os bosques nativos mais altos do mundo (4200 metros de altitude), provendo-o de abundante água e alimentando o rio sagrado.

A Via Láctea e o Vale Sagrado dos Incas

A Via Láctea é uma nuvem esbranquiçada e difusa que atravessa de forma oblíqua a esfera celeste e engloba muitas constelações. Dentre elas podemos citar Órion, o Escorpião e o Cruzeiro do Sul. É formada por milhões de estrelas e nuvens escuras de poeira e gás que podemos observar em noites de céu limpo. Se a Terra fosse transparente, poderíamos constatar que ela nos rodeia por completo.
Conhecida no mundo andino como Mayu ou rio celestial, serviu aos Incas como eixo de orientação ritual. O cronista Cristóbal de Molina disse que os sacerdotes Incas realizavam durante o Solstício de Inverno uma peregrinação cerimonial anual em função da Via Láctea: partiam de Cuzco em direção Sudeste, seguindo o movimento aparente da Via Láctea, até um lugar hoje denominado La Raya (onde nasce o rio Vilcanota), e onde, segundo a mitologia Inca, nascia o Sol.
Deste lugar regressavam à Cuzco, dirigindo-se à Noroeste, mas agora seguindo a direção do “rio sagrado” (Vilcanota), que também flui de Sudeste à Noroeste.
É nesta peregrinação ritual que o rio celestial (Mayu) se relacionava com o rio terrestre (Vilcanota), já que na antigüidade existia a idéia de que tudo que fosse sagrado sobre a Terra possuía sempre um reflexo no céu.
Atualmente, nas comunidades agrícolas, acredita-se que as forças cósmicas interferem substancialmente na vida diária.
O Mayu não foi apenas um eixo de orientação importante, mas sim um plano de referência para o entendimento do clima terrestre. Todo o conhecimento da época era proveniente das constelações, e existiam três classes delas: as “constelações brilhantes”, formadas por um conjunto de estrelas unidas imaginariamente para formar uma determinada figura, as “constelações escuras”, formadas por manchas escuras da Via Láctea (conhecidas atualmente como nebulosas), e as “constelações mistas”, uma mistura de ambas. As constelações escuras se encontram na região do rio celestial, ou Mayu, onde a densidade e o brilho maior desta região fazem com que as manchas escuras da Galáxia pareçam sombras de enormes silhuetas, geralmente de animais, os quais, no pensamento andino estavam encarregados de gerar fertilidade e abundância na Terra.
Devido à tudo isso, e em função dessas idéias, foram edificados, em todo o Vale Sagrado dos Incas, enormes construções que delimitaram espaços rituais, nos quais se recriou em suas formas respectivas as principais constelações andinas (Árvore, Lhama, Condor, Perdiz, Pontes, etc.), como se o vale e seu rio fossem reflexos, um do outro.
Logo, o Vale Sagrado dos Incas, não é apenas um nome, uma frase, ou muito menos um lugar comum, normal. È na verdade um sentimento, uma maneira de se situar no mundo, uma forma de compreender a vida, um conceito.
A arquitetura do Vale, tal qual sua simetria, parece nos revelar que o mesmo tinha a exclusiva função de servir de espelho da Via Láctea para os Incas.
Na figura abaixo podemos identificar a união do rio com o mar, e como (através da imaginação) nasce a Via Láctea para projetar-se no céu, e unir-se novamente com a Terra em seu extremo superior, dando-nos a idéia da existência de um todo como um ciclo contínuo.
No passado, durante o Equinócio de Primavera (23 de Setembro) se realizava um ritual denominado Mayucati, no qual os Incas entregavam oferendas ao rio Huatanay em Cuzco, para que suas águas, ao unir-se com as do rio Vilcanota, as levassem até Ollantaytambo. Atualmente entregam oferendas ao rio Vilcanota ou Willcamayu (rio sagrado), pois existe a crença de seus desejos são realizados através da chuva.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Você sabia... - 004

... que existem pelo menos 6 trilhas que chegam à cidade de Machu Picchu?


Ao contrário do que geralmente se pensa, a famosa "Trilha Inca" não é a única opção de caminhada até a lendária Machu Picchu. Existem pelo menos 5 outros caminhos escondidos pela Cordilheira dos Andes que tem como destino a tão propagada cidadela Inca. Alguns pesquisadores, entretanto, sugerem outras 9 opções! Ou seja, a cidade de Machu Picchu estava amplamente ligada ao Tahuantinsuyo (o Império Inca), motivo pelo qual os pesquisadores do Projeto INTI não acreditam no termo "Cidade Perdida dos Incas". Importante dizer que apenas 2 ou 3 desses caminhos são abertos ao público. O restante deles, apenas com autorização do governo peruano. Dos percursos disponíveis aos viajantes, sugerimos sempre o caminho de 4 dias, partindo do Km 88 da ferrovia Cusco-Machu Picchu, caminho este que sempre fizemos em nossas expedições com grupos de turistas.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Você sabia... - 003

... que no sítio arqueológico de Kenko (ou Q'enqo, numa grafia antiga, que significa "Labirinto"), a 3580 msnm, distante apenas 3 km de Cusco, existe um verdadeiro observatório solar? Através dele, era possível identificar com relativa precisão o início das Estações do Ano (Solstícios e Equinócios) bem como as melhores épocas para plantio e colheita na região. Ainda hoje, durante alguns dias do ano, os jogos de luz e sombra sobre as pedras impressionam!
O templo principal de Kenko era ainda utilizado para rituais à Pachamama, a Mãe Terra, e cerimônias diversas no grande anfiteatro localizado alí.



Dica para o viajante - 006

Um dos melhores locais para se comer em Cusco é o restaurante Chez Maggy, na rua Plateros 348, bem próximo à Plaza de Armas, no centro da cidade. O forno a lenha e o local aconchegante, apesar de rústico e simples, convidam a saborear as deliciosas pizzas do local. Tudo, lógico, acompanhado das delicosas Cuzquenhas, a tradicional cerveja local.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Zizi Possi canta "Renascer" no Vale Sagrado dos Incas

A qualidade do vídeo não é das melhores, mas a belíssima música de Altay Veloso e as imagens do Vale Sagrado dos Incas compensam tudo!

Videoclipe de Gloria Estefan gravado em Cuzco e Machu Picchu

Você sabia... - 002

... que o vilarejo de Ollantaytambo, no Vale Sagrado, foi construído inteiramente através de profundas observações dos astros?
Não fazem parte dos roteiros oferecidos pelas agências de viagem, mas alguns sítios arqueológicos de Ollantaytambo são até mais importantes e interessantes que os de Machu Picchu. Dentre eles podemos citar a Pirâmide de Pacaritanpu, o Inticcahuarina, a Catachillay, o famoso Wiraccochan e a Huaca del Condor, um verdadeiro observatório solar. Isso tudo, infelizmente, é deixado de lado pelas operadoras e agências de turismo que oferecem pacotes ao Vale Sagrado. Um motivo a mais para viajar com a equipe do
Projeto INTI, numa futura expedição. O convite está feito!

terça-feira, 8 de maio de 2007

SOL, A ESTRELA DE UM GRANDIOSO ESPETÁCULO

Por Alfredo H. Gálvez (licenciado em Turismo) e Carlos H. A. Andrade (astrônomo)

Turistas do mundo inteiro tem um destino em comum durante a segunda quinzena do mês de Junho: Cusco, a antiga capital do fabuloso Império Inca, localizada nos Andes peruanos, à 3.400 metros de altitude.
A Festa do Sol, que segundo alguns arqueólogos é “a mais importante e esplêndida festa de toda a América pré-colombiana”, acontece em um local privilegiado dentro do Parque Arqueológico de Sacsayhuamán, considerado por muitos especialistas como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, situado à 3 quilômetros do centro de Cusco, e com fácil acesso à pé ou de microônibus.
A festa lembra os rituais religiosos realizados pelas civilizações Incas, que tinha o Sol como Deus supremo. Profundos conhecedores de diversas áreas do conhecimento humano, principalmente de Astronomia, a ciência do céu, os soberanos Incas escolheram inicialmente a data de 24 de Junho para comemorar - uma vez que é nesta data que acontece no hemisfério Sul um fenômeno astronômico conhecido como Solstício de Inverno. Nessa data, agradecidos pelas colheitas que realizaram durante os meses anteriores, os antigos Incas vestiam-se à caráter, caminhavam em procissão até seus locais sagrados e rendiam sacrifícios e rituais ao astro-rei. Das vísceras de uma lhama um feiticeiro realizava previsões para o ano vindouro, principalmente ao Sapa Inca (o imperador supremo do povo Inca).
Havia ainda o desfile de grupos com estandartes simbolizando as várias comunidades Incas do interior de Cusco e de outras localidades mais afastadas, uma vez que o território Inca abrangia países como Bolívia, Argentina e Chile, por exemplo.
Num misto de ritual sagrado e festa, o imperador oferecia ao deus Sol o coração do animal sacrificado, pedindo boa prosperidade para seu povo nas futuras colheitas, como também nas guerras, que vez por outra aconteciam.
No passado, as cerimônias que compunham a festa aconteciam na grande Huacaypata (atual Praça das Armas), no coração da cidade de Cusco. Atualmente os moradores locais se baseiam nos “queros” (vasos incaicos com desenhos de vestimentas Incas) para criar suas roupas, uma vez que após a conquista espanhola, até mesmo a moda utilizada foi adulterada.
Sobre o objetivo da Inti Raymi, o cronista Inca Garcilaso escreveu: “Era uma festa ao Sol, em reconhecimento pela sua proteção e ajuda, bem como que um culto religioso exaltando o astro rei como o único e universal deus, que com sua luz e poder, criava e sustentava todas as coisas na Terra...”.
A festa era realizada também, na mesma data, em outros locais sagrados do império, como por exemplo, nas Intihuatanas (pedras sagradas espalhadas ao redor de Cusco) e nas Huacas (centros cerimoniais).
Após a conquista espanhola, muito da Inti Raymi original foi alterado, começando pela data, que hoje é realizada por diversos dias, geralmente entre 21 e 29 de Junho. O aspecto de um agradecimento ao Sol, e de um registro astronômico de seu retorno às latitudes austrais, se perdeu substancialmente após a derrota do povo Inca pelos colonizadores europeus, que quizeram (e conseguiram) impor seus costumes, religião e cultura aos sofridos sobreviventes Incas.

sábado, 5 de maio de 2007

Dica para o viajante - 005

Após a caminhada pela Trilha Inca e a visita à Machu Picchu, nada melhor que um mergulho nas águas termais do povoado de Águas Calientes. Basta pegar o ônibus e descer de Machu Picchu. Deixe seus pertences em algum hotel ou pousada (são vários), e dirija-se às piscinas de água quente e fundo de areia. Fique alí por algumas horas recuperando-se da desgastante caminhada. Pernoite em Águas Calientes. Sua noite será agradabilíssima. Se ainda tiver fôlego, existem no local algumas danceterias abertas à noite. Vale a pena!

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Você sabia... - 001

... que o Convento de Santo Domingo, em Cusco, foi construído sobre as fundações de pedra polida do antigo Koricancha, o Templo do Sol?
Neste imponente templo, representantes de todos os suyos (regiões) do Império Inca vinham render culto e tributo aos deuses do Tahuantinsuyo, o mundo andino. O local serviu ainda para determinação precisa de posições geográficas através da observação diária do Sol.
Endereço: Interseção da Av. El Sol com Rua Santo Domingo - Cusco/PERU.
Visitas: Segunda à Sábado, das 8:00 às 17:00 hs. Domingo e feriado, das 14:00 às 17:00 hs.
Ingresso: S/. 6.00 - Estudantes: S/. 3.00

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Dica para o viajante - 004

Estando em La Paz, não deixe de fazer uma visita ao Monte Chacaltaya (que possui a pista de esqui na neve mais alta do mundo!), um dos inúmeros nevados que rodeiam a cidade. Além de Tiahuanaco e do Lago Titicaca, é uma atração imperdível.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

A Pedra Sagrada de Machu Picchu

por Carlos H. A. Andrade - Projeto INTI/BRASIL


Uma das mais fascinantes obras da civilização incaica começa agora a ser entendida. Trata-se da famosa pedra de Intihuatana, localizada no ponto mais alto da cidade mística de Machu Picchu, nos Andes peruanos. A rocha, tida por muitos como poderoso centro de energia, é cultuada até hoje, mesmo passado séculos de abandono. Místicos, esotéricos e curiosos de todo o mundo visitam Machu Picchu, e como lembrança ou pequeno souvenir trazem na bagagem dezenas de fotografias deste local sagrado.
Para as civilizações Incas, no entanto, ao contrário do que é dito na maioria dos livros de História, esta pedra não tinha uma função tão simples assim, muito menos funcionava como um relógio solar. Devido ao íntimo contato com o céu, o povo que um dia ali viveu necessitava, e muito, das observações dos astros, para sua própria sobrevivência. Como eram auto-suficientes em termos de alimentação, necessitavam conhecer a melhor época para o plantio e para a colheita, bem como era necessário também conhecer os pontos cardeais para edificarem suas construções. Noções importantíssimas de Geometria e Trigonometria eram adquiridas pelos antigos Incas através de profundos estudos do céu, sua única tela cinematográfica. Por outro lado, por serem politeístas, tinham nos astros seus deuses. Criaram inúmeras constelações, construíram calendários, ergueram monumentos grandiosos, tudo com a constante observação do céu. É sabido hoje que essa civilização possuía uma profunda ligação com o além, no entanto, essa ligação, após sucessivos trabalhos de pesquisa, mostrou-se muito maior e mais complexa do que se imaginava até então...

Qual a verdadeira função da Intihuatana?

Apenas uma rocha lavrada num único bloco dominando o terraço mais alto de Machu Picchu. Seu tamanho pode às vezes decepcionar, mas suas formas e sua posição.... certamente chama a atenção de todos. Tal pedra parece dominar todo o império. Império esse estendido não só pelo Peru, mas também Bolívia, Chile e partes da Argentina e Equador. Esta é a Intihuatana, palavra quéchua que traduzida a grossos modos nos dá uma idéia bem clara do que esta pedra representava para aquele povo. "Inti" provém de Sol, o Sol dos Incas, enquanto que "huatana" descende da palavra "huata", que significa amarrar, prender mediante cordas. Seria então a Intihuatana O LUGAR ONDE SE AMARRA O SOL? Por que? A resposta é ao mesmo tempo simples e fascinante: todos sabem que nosso planeta possui um eixo de rotação inclinado em relação ao Sol aproximadamente 27 graus. Tal inclinação faz com que fenômenos interessantes ocorram na Terra. Grande parte desses fenômenos só foram entendidos e explicados mediante o uso de aparelhos de estudos. Os povos Incas, contrariando tal regra, entenderam muitos desses fenômenos, e por assim dizer, aproveitaram desse conhecimento para se perpetuarem. Como já dito anteriormente, necessitavam conhecer a melhor época para o plantio e para a colheita. Através da Intihuatana, é ainda hoje, perfeitamente possível identificar as estações do ano. Como? A Intihuatana está posicionada perfeitamente em função dos pontos cardeais. Esses pontos não são os mesmos identificados pela bússola, visto que esta nos mostra o Norte e o Sul magnético e não o geográfico. Os Incas também já sabiam disso. Em outros sítios arqueológicos teremos a comprovação de que conheciam muito bem várias noções de Astronomia e Geometria.
Pois bem, devido à inclinação do eixo de nosso planeta - aparentemente - o Sol às vezes parece se dirigir, ora ao hemisfério Norte, ora ao hemisfério Sul. Quando o astro rei se declina para o lado Norte, temos então aqui no Sul a estação do Inverno, já que nesse momento maior concentração de calor e luz estará acontecendo no Norte. Passados então cerca de seis meses, as posições se invertem: devido ao movimento de rotação da Terra, o Sol, aparentemente, vem para o Sul trazendo-nos calor e luz, enquanto que ao Norte resta apenas frio, ou seja, o Inverno... Os Incas não conheciam esses movimentos, motivo pelo qual tiveram a idéia de amarrar o Sol para que, quando o mesmo resolvesse se afastar da Terra, mediante cordas pudessem trazê-lo de volta. E aí entra em cena a pedra de Intihuatana. Segundo nos conta a tradição, o Sol estava amarrado à ela através de forças ocultas, permitindo assim aos povos Incas, puxá-lo de volta tão logo começasse a fazer frio...
No entanto, o que mais nos chama a atenção, são as profundas e intrigantes construções, quase todas, realizadas segundo técnicas de Engenharia e Arquitetura ainda hoje não explicadas. A Intihuatana, por exemplo, está trabalhada com tal precisão da mesma forma que se corta um bolo... Mas, é granito !Tudo indica que as verdadeiras funções da pedra de Intihuatana estão ligadas diretamente ao estudo das estações do ano, suas ligações com o mundo celestial, com as melhores épocas para o plantio e para a colheita, bem como que com a construção da própria cidade de Machu Picchu. Nesta cidade, inclusive, não obstante, há muito próximo à Intihuatana, um verdadeiro relógio solar, tipo equatorial, autêntica prova da inteligência incaica. Como porém a maioria dos livros de História e Geografia não trazem menção de tal aparelho, atribuindo suas utilidades à Intihuatana ? Em sítios arqueológicos não muito distantes de Machu Picchu, é possível encontrar outras inúmeras pedras, verdadeiros monumentos, com a única e exclusiva finalidade de entender conceitos básicos da natureza. Em Ollantaytambo, por exemplo, uma gigantesca montanha é até hoje usada para a determinação das estações do ano. Se essas pedras (monolitos, por que não ?) são realmente centros de energia, os quais atraem hoje milhares de turistas de todo o mundo, nisto a ciência nada opina a respeito, deixando para os místicos e esotéricos esta finalidade.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Dica para o viajante - 003

Não tente se aventurar pelo Vale Sagrado dos Incas sozinho. No mapa, as distâncias enganam. O que parece pouco, não o é - de um lado ao outro, o Vale tem mais de 100 km de distância! Percorra-o sempre com a ajuda de algum guia local (podemos sugerir alguns - escreva-nos). Certamente será mais proveitoso, pois em todo seu trajeto há importantes sítios arqueológicos e astronômicos que, na maioria das vezes, passam despercebidos aos visitantes que não conhecem a região. Esteja certo de uma coisa: há locais muito mais interessantes dos que aqueles oferecidos pelas agências de turismo!

Machu Picchu em sua visão clássica


Fotografia de Machu Picchu feita por nosso amigo Willian Vieira dos Santos, de Americana/SP, em recente viagem ao Cuzco. Fica aqui registrado nosso convite a todos os amigos para postarem imagens dessa e de outras cidades andinas.

Governo peruano rejeita limitação de visitas a Machu Picchu

Instituto Nacional de Cultura do Peru quer diminuir o número de visitantes à cidadela inca para evitar o afundamento ou deslizamento do local

LIMA - O presidente peruano, Alan García, rejeitou nesta sexta-feira, 30, os estudos que recomendam limitar o número de visitantes no santuário arqueológico de Machu Picchu, situado em Cuzco, antiga capital do império inca. "De onde saem esses relatórios, esses boatos?", perguntou o líder social-democrata.
García disse também que "ninguém pensa em limitar o acesso à Catedral de Notre Dame", visitada por 40 milhões de pessoas ao ano, na França. "Eu diria que há uma atitude um pouco alarmista, catastrofista. Peço aos amigos do Instituto Nacional de Cultura (INC) um pouco mais de otimismo e um pensamento moderno", afirmou.
Além disso, García criticou a idéia de aumentar a tarifa de ingresso em Machu Picchu para limitar a entrada a 1.500 pessoas, evitando assim o afundamento ou deslizamento da cidadela.
"Dizem que é preciso subir o custo de ir a Machu Picchu para US$ 100 por pessoa. Assim ninguém vai lá. Com essa decisão só conseguiremos asfixiar as coisas", opinou.
"Com isso de repente os turistas podem resolver não ir mais a Machu Picchu. E quem sai perdendo?", comentou García durante um ato público com empresários em Lima.
Atualmente, o santuário inca, que ocupa uma extensão de 50 mil hectares, recebe 2 mil visitantes por dia.
Numa entrevista à agência de notícias Efe, a gerente geral do Escritório de Promoção do Peru (Promperú), subordinado ao Ministério do Turismo, Mara Seminario, tinha afirmado que tentaria reduzir o número de visitantes, que causam um desgaste no solo de Machu Picchu.
Além disso a cidadela inca, encravada na rota que une a selva onde nasce o rio Amazonas e as montanhas que formam os Andes peruanos, sofre do risco latente dos "huaycos", ou enchentes, na língua dos incas, quíchua. Machu Picchu é a principal atração turística do Peru.

Fonte: Estadão

ARQUEOASTRONOMIA

por Eduardo Pérez Remán (antropólogo) e Carlos H. A. Andrade (astrônomo)

A Arqueoastronomia (o estudo dos vestígios arqueológicos e sua relação com a Astronomia) é uma ciência relativamente nova e que abre uma porta para além dos labirintos da história da humanidade. Pode ser considerada parte de um despertar do conhecimento dos historiadores e dos especialistas acadêmicos, já que as capacidades – tanto intelectuais como tecnológicas – dos povos foram demasiadamente subestimadas.
No afã de encontrar as marcas dos nossos ancestrais para entender nosso passado, a história tem sido dividida em duas etapas: antes e depois da linguagem escrita. Sem dúvida que este conceito segue parâmetros que se perdem nas provas limitadas e no pouco que investigamos sobre as épocas remotas. Cada descoberta que ilustra nossa memória histórica clareia por um lado algumas questões, ao mesmo tempo que nos submerge no vasto acervo do conhecimento, onde cada vez que se aprende algo novo, se multiplicam as possibilidades de se saber mais.
Uma grande quantidade de monumentos e palácios cerimoniais da antigüidade são hoje testemunhos da grandeza dos povos que os construíram. Nessas surpreendentes estruturas arquitetônicas, os povos antigos moldaram sua história e sua religião, seu conceito do tempo e do espaço, sua sabedoria em terrenos como a Matemática, a Geometria, o planejamento urbano, e o seu vasto conhecimento dos astros e dos movimentos celestes. A idéia do céu como parte do reino sagrado onde habitam os deuses esteve sempre presente no pensamento dos construtores desses monumentos. Eles se aperceberam das posições particulares de alguns astros e com uma interpretação religiosa, dedicaram seus centros cerimoniais a certas deidades associadas com as estrelas ou com alguns movimentos celestes.
Tanto os construtores de Stonehenge na Inglaterra – que há 5 mil anos incorporaram um sistema de predição dos eclipses – como os da pirâmide de Giza (Egito) se esforçaram ao máximo para alinhar e edificar seus monumentos de tal modo que funcionaram com precisão como observatórios astronômicos. Esta prática ancestral deixou marcas por todo o mundo: Machu Picchu, Nazca e Ollantaytambo no Peru, Tiahuanaco na Bolívia, Baalbeck no Líbano, Malinalco no México, etc.
Na península de Yucatán há notáveis locais sagrados desse tipo. Na majestosa pirâmide de Chichén Itzá, onde se pode observar nas escadarias, nas passagens equinociais, o fenômeno de luz e sombra conhecido com “A descida de Kukulcan”; Tulum é um curioso centro cerimonial cercado por um muro, situado em frente ao mar do Caribe, onde se encontram diminutos edifícios em forma cúbica que contrastam assombrosamente com as suntuosas pirâmides e palácios. Hoje se sabe que esses “quartinhos” eram pequenos observatórios, onde se seguia, através de furos no teto, a passagem de determinados corpos celestes; na porta do “Templo das Sete Bonecas”, em Dzibilchaltúm, formoso e aprazível sítio próximo da cidade de Mérida, se pode ver marcas destinadas à observação dos equinócios.
Para poder se integrar à visão dos construtores desses templos/pirâmides/calendários/observatórios, é necessário usar diversas ferramentas, como a Arqueologia, a lingüística, a história das religiões, a Astronomia, enfim, todas as ciências humanas.
A Arqueoastronomia tem a virtude de alimentar-se de todas. Confirma que a construção desses edifícios fabulosos não se deu por sorte e nos permite vislumbrar esse universo escondido das grandes civilizações desaparecidas.
Os construtores dessas cidades já não existem, porém seus relógios ainda estão em movimento.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Dica para o viajante - 002

Já com o boleto de ingresso aos sítios arqueológicos de Cuzco em mãos, faça o percurso Koricancha - Plaza de Armas - Sacsayhuamán - Qenqo - PucaPucara - TamboMachay à pé. São aproximadamente 7 km. Saia logo de manhã (por volta das 07:30 hs), levando na bagagem apenas o boleto turístico, máquina fotográfica, cantil com água e algo para comer. Use o asfalto, ou corte caminho por entre as montanhas, o que torna o passeio ainda mais agradável.
No caminho, aproveite para visitar os antigos moradores locais. Eles ficarão felizes pela visita. Retorne no final da tarde e veja o maravilhoso pôr do Sol de Cuzco.
Não se esqueça de levar também caramelos para as crianças.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Dica para o viajante - 001


Estando na região de Cuzco, não deixe de passar pelo menos uma noite em Ollantaytambo, povoado situado no coração do Vale Sagrado dos Incas, e que constituiu um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola. Além de ser bem barato, o local é o único de topo o grandioso império Inca que mantém suas características inalteradas, mesmo após a ocupação espanhola. Um verdadeiro museu à céu aberto. Detalhe para os diversos sítios arqueológicos e astronômicos situados ao redor da cidade. À noite, pouquíssimos lugares no mundo tem um céu tão estrelado e bonito!

PERU REJEITA LIMITAÇÃO DE VISITAS A MACHU PICCHU

LIMA - O presidente peruano, Alan García, rejeitou na última Quinta-feira (29/03) os estudos que recomendam limitar o número de visitantes no santuário arqueológico de Machu Picchu, situado em Cuzco, antiga capital do império inca.
"De onde saem esses relatórios, esses boatos?", perguntou o líder social-democrata.
García disse também que "ninguém pensa em limitar o acesso à Catedral de Notre Dame", visitada por 40 milhões de pessoas ao ano, na França.
"Eu diria que há uma atitude um pouco alarmista, catastrofista. Peço aos amigos do Instituto Nacional de Cultura (INC) um pouco mais de otimismo e um pensamento moderno", afirmou.
Além disso, García criticou a idéia de aumentar a tarifa de ingresso em Machu Picchu para limitar a entrada a 1.500 pessoas, evitando assim o afundamento ou deslizamento da cidadela.
"Dizem que é preciso subir o custo de ir a Machu Picchu para US$ 100 por pessoa. Assim ninguém vai lá. Com essa decisão só conseguiremos asfixiar as coisas", opinou.
"Com isso de repente os turistas podem resolver não ir mais a Machu Picchu. E quem sai perdendo?", comentou García durante um ato público com empresários em Lima.
Atualmente, o santuário inca, que ocupa uma extensão de 50 mil hectares, recebe 2 mil visitantes por dia.
Em entrevista, a gerente geral do Escritório de Promoção do Peru (Promperú), subordinado ao Ministério do Turismo, Mara Seminario, tinha afirmado que tentaria reduzir o número de visitantes, que causam um desgaste no solo de Machu Picchu.
Além disso a cidadela inca, encravada na rota que une a selva onde nasce o rio Amazonas e as montanhas que formam os Andes peruanos, sofre do risco latente dos "huaycos", ou enchentes, em língua quíchua.
Machu Picchu é a principal atração turística do Peru.


Fonte: G1.com.br

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Apoie o documentário do Projeto INTI - Produção Cultural (Lei Rouanet)

Documentário para TV a ser realizado por equipe de profissionais da área. Apresentação da atriz Lala DeHeinzelin. As civilizações Incas pela ótica científica, com trabalhos sendo orientados por pesquisadores brasileiros e peruanos, responsáveis por estudos científicos numa região em que raras câmeras de TV arriscaram chegar. A produção terá como eixo principal o famoso Caminho Inca à Machu Picchu, no Peru, uma das regiões mais belas e inóspitas da Terra.

Importante:
Em 2004 recebemos a importante chancela do Ministério da Cultura do Brasil (MinC), sob número 035703, publicada no Diário Oficial da União do dia 08/03/04.


Produção e Formatação de Projeto:

Viagem à Bolívia e Peru - EM BREVE

Conheça a terra dos Incas com a equipe do
Projeto INTI


É proposta que o Projeto INTI e uma importante operadora de turismo (ainda em negociações), fazem à você. Mergulhe no fascinante mundo incaico com uma viagem de turismo científico e cultural. Deixe de lado o misticismo e esoterismo tão comum neste assunto e veja o que os antigos Incas fizeram com sua inteligência! É de se surpreender...

Nossos roteiros incluem todas as facilidades para esse tipo de expedição, bem como visitas detalhadas à diversos sítios arqueoastronômicos com acompanhamento de especialistas no assunto, com mais de 26 viagens de pesquisa à Bolívia, Chile e Perú.

Grupos de até 20 participantes.

Oferecemos também serviços especializados para agências de turismo. Contacte-nos.

Maiores informações podem ser adquiridas através deste espaço ou pelo nosso e-mail.

Vote em Machu Picchu para o New7Wonders!